09 OUTROS PERIFÉRICOS

Parte 9: Outros periféricos. Escolhendo a melhor configuração

Já estudamos o funcionamento de todos os componentes básicos de um PC: processador, placa mãe, discos rígidos, memórias, placas de vídeo e monitores. Finalizando a parte teórica deste curso, vou agora falar um pouco sobre gravação de CDs, DVDs, Placas de som, modem, acesso rápido, e, para concluir algumas dicas de upgrade.


Cd e Gravação de CD

Além dos CDs prensados, existem também os CDs graváveis, que são vendidos como discos virgens e podem ser gravados uma única vez num gravador de CD-ROM, que ao invés de “prensar” o CD, grava os dados através de um feixe laser mais forte, que queima alguns pontos da camada de gravação do CD, substituindo os sulcos. Existem também os CDs regraváveis que, assim como um disquete, podem ser gravados e regravados várias vezes em um CD-RW.
O que muda de um CD gravável para um regravável é apenas a camada de gravação. Num CD virgem comum, a camada de gravação é composta por material orgânico, um tipo de plástico ou combustível, que se queima com o laser do gravador, tornando-se inalterável. A substância usada nos CDs regraváveis por sua vez pode alternar entre um estado opaco e outro cristalino, de acordo com a intensidade do laser. Esta variação é quem permitem que eles sejam regravados várias vezes.
Praticamente todos os gravadores podem trabalhar com os dois tipos de mídias, mas em geral a velocidade de regravação é bem mais baixa que a velocidade de gravação. Outro problema é que por possuírem uma refração de luz bem menor, as mídias regraváveis não são lidas em vários leitores de CD.
Gravar CDs é um processo bem simples. Basta instalar o gravador, como se fosse um drive de CD comum. Depois de instalado, o Windows reconhecerá o gravador, mas como um simples leitor de CDs, quem reconhecerá a verdadeira identidade do gravador será programa de gravação. Existem vários programas de gravação disponíveis no mercado, mas o mais comum e mais fácil de usar é o Easy CD Creator, programa que acompanha a maioria dos gravadores. Basta instalar o programa e começar a queimar seus CDs.
Um CD-ROM de boa qualidade pode durar mais de um século, desde que seja bem conservado. Além de tomar cuidado com arranhões, você deve evitar expor seu CD diretamente ao sol quente ou outras fontes de calor, pois o calor pode fundir a camada reflexiva, inutilizando o CD. CDs gravados são especialmente sensíveis.
Os primeiros drives de CD-ROM eram capazes de ler dados a 150 KB/s. A próxima geração de drives já era capaz de ler dados a cerca de 300 KB/s, o dobro. Estes “novos” drives passaram então a ser chamados de CD-ROMs 2X, já que eram duas vezes mais rápidos que os originais. Em seguida começaram a aparecer drives com taxas de leitura de 600 KB/s ou 900 KB/s, sendo chamados respectivamente de 4x e 6x. Um drive de 32x deve ser capaz de ler dados a 4800 KB/s e assim por diante.

Este mesmo padrão de velocidade aplica-se também aos gravadores de CD. Um aparelho vendido como “8x/4x/32x” por exemplo, pode gravar CDs a 8x, regravar a 4x e ler a 32x.


DVD

Originalmente, o DVD foi concebido para armazenar filmes e substituir as fitas de vídeo comuns. Apesar de grande, a capacidade de um CD comum é suficiente para armazenar apenas poucos minutos de vídeo de alta resolução, enquanto um DVD pode armazenar mais de 2 horas de vídeo com 500 linhas horizontais de resolução, o dobro da resolução de um vídeo cassete comum. Outro recurso interessante do DVD é a possibilidade de serem gravadas 8 dublagens e até 32 opções de legenda junto com o filme.
Existem 4 tipos de DVD, que diferem na capacidade. O DVD 5 é capaz de armazenar 4,7 GB de dados ou 133 minutos de vídeo. O DVD 10 utiliza a mesma tecnologia do DVD 5, mas nele são usados os dois lados do disco, dobrando a capacidade, temos então 9,4 GB de dados ou 266 minutos de vídeo. Temos também o DVD 9 e o DVD 18, que são capazes de armazenar respectivamente 8,5 e 17 GB de dados.
Fisicamente, um DVD é muito parecido com um CD comum, a diferença é que os sulcos na mídia são bem menores e mais próximos uns dos outros. Enquanto no CD cada bit óptico mede 0,83 nm (nanômetros), de comprimento e 1,6 nm de largura, num DVD cada ranhura mede apenas 0,4 nm x 0,74 nm, permitindo gravar muito mais dados no mesmo espaço físico.


Atualmente estamos vendo a popularização de um novo formato de compactação de vídeo, que atinge níveis de compactação bem superiores ao do MPEG2 usado no DVD, o “Divx;-)” (com o sorrisinho no final), que permite gravar duas horas de filme, com uma qualidade próxima à do DVD num CD-ROM comum. O Divx;-) começou sendo usado para a pirataria, mas é bem provável que com o passar do tempo ele passe a ser utilizado para a venda de filmes, transmissão via Internet, etc. Se você trabalha com produção de vídeos ou filmes, pode usar o novo formato para vender seus trabalhos em CD-ROM, que qualquer um que tenha micro vai poder assistir. Você pode encontrar os programas necessários e alguns tutoriais no http://www.divx-digest.com/


A evolução das placas de som

Depois de quase uma década de domínio das placas de som ISA, com destaque para as placas da família Sound Blaster, finalmente estamos vendo uma grande popularização das placas de som PCI. Na verdade, elas já são a grande maioria. Está tornando-se cada vez mais difícil encontrar modelos antigos à venda.
Afinal, se temos placas de vídeo PCI e placas SCSI PCI, por que não termos também placas de som PCI? A primeira resposta que vem à mente, é que por serem periféricos lentos, o barramento ISA já é mais do que suficiente para elas. Até certo ponto, este raciocínio é verdadeiro, realmente, as primeiras placas de som não possuíam muito poder de processamento, e consequentemente não precisavam de um barramento de dados muito largo.
Existem porém, várias razões mais fortes para que as placas de som atuais sejam produzidas apenas em versão PCI: a primeira é que o barramento ISA é cada vez mais raro nas placas mãe recém lançadas, e a tendência geral é que ele deixe de fazer parte das placas mãe novas (já era hora), por isso, uma placa de som ISA já sairia da fábrica condenada a ser trocada por outra PCI no próximo upgrade.
A segunda é que o barramento PCI permite transferências de dados com uma utilização de processador muito menor do que as mesmas transferências realizadas através do barramento ISA. Isto significa que uma placa de som PCI carrega muito menos o processador durante a reprodução dos sons, ajudando a melhorar a performance geral do equipamento.
Finalmente, a terceira razão é que as placas atuais possuem um poder de processamento incomparavelmente superior ao das placas do início da década de 90, precisando de muito mais banda que os 16 MB/s permitidos pelo barramento ISA. Uma Sound Blaster Live por exemplo, possui um poder de processamento estimado de 1 Gigaflop, mais de 30 vezes o poder de processamento de uma Sound Blaster 16 lançada no início dos anos 90. Na verdade, 1 Gigaflop é bem mais inclusive do que muitos processadores modernos. Para você ter uma idéia, um Pentium 100 tem apenas 0.2 Gigaflop de poder de processamento.

Mas afinal, no que é utilizado todo este poder de processamento, já que uma simples SB16 de 10 anos atrás já é capaz de reproduzir música com qualidade de CD?

Placas de Som 3D

Mostrar imagens no monitor qualquer placa de vídeo ISA faz, mas conforme o poder de processamento das placas foi evoluindo, não bastava mais apenas mostrar imagens no monitor, a placa deveria também ser capaz de gerar gráficos em 3 dimensões. Hoje em dia, não basta apenas gerar imagens 3D, uma boa placa tem que gerar imagens de boa qualidade e com um alto frame rate.
Se podemos ter placas de vídeo 3D, capazes de tornar mais reais as imagens dos jogos e aplicativos 3D, por que não ter também placas de som 3D? Os sons do mundo real vêem de todos os lados, se alguém vier andando atrás de você, mesmo não vendo a pessoa você saberá que tem alguém apenas prestando atenção na direção do som. Por que não ter este mesmo efeito nos jogos tridimensionais? O som em três dimensões realmente dá uma nova perspectiva ao jogo, tornando-o muito mais imersivo e real, parece um pouco difícil de acreditar, mas experimente ver isso em ação. Nas palavras de um gamemaníaco : “Os sons do Quake 3 e do Half Life ficam ANIMAIS... Você ouve certinho onde os caras estão!”... “Da pra levar uma boa vantagem no Deathmatch”
Assim como nas placas de vídeo 3D, os efeitos sonoros em 3D são atualmente usados apenas em jogos. Ouvindo músicas em MP3 ou um CD de música a qualidade de som continua sendo a mesma.
Modems

Nada mais lógico do que usar as linhas telefônicas, largamente disponíveis para realizar a comunicação entre computadores. Porém, usando linhas telefônicas comuns enfrentamos um pequeno problema: os computadores trabalham com sinais digitais, neles qualquer informação será armazenada e processada na forma de 0s ou 1s. As linhas telefônicas por sua vez são analógicas, sendo adequadas para a transmissão de voz, mas não para a transmissão de dados.
Justamente para permitir a comunicação entre computadores utilizando linhas telefônicas comuns, foram criados os modems. Modem é a contração de modulador-demodulador e se refere a um aparelho capaz de transformar sinais digitais em sinais analógicos que são transmitidos pela linha telefônica e, em seguida, novamente transformados em sinais digitais pelo modem receptor.
Os modems apresentaram uma notável evolução na última década. Os primeiros modems eram capazes de transmitir apenas 300 bits de dados por segundo, enquanto que os atuais são capazes de manter conexões com velocidades de até 56 Kbits por segundo.


Hardmodems x Softmodems

Existem dois tipos de modems, que apesar de terem a mesma função, operam de maneira ligeiramente diferente. Tradicionalmente, os modems trazem todos os componentes necessários ao seu funcionamento, restando ao processador, apenas a tarefa de dizer a ele o que fazer, estes modems “completos” são chamados de hardmodems. Além dos modems tradicionais, você encontrará no mercado, alguns modems que operam via software, que são chamados de Winmodems ou softmodems e não possuem muitos dos componentes dos modems convencionais, destacando-se a UART, o circuito que coordena o envio e o recebimento de dados. Para que estes modems funcionem, é obrigatória a instalação de um programa que vem no CD que acompanha o modem.

Como não possuem muitos componentes, estes modems são mais baratos; já cheguei a ver um softmodem da Pctel, 56k, por US$ 20, enquanto um hardmodem de 56k da US Robotics custa no mínimo 80 ou 90 dólares.
O programa funciona como uma espécie de emulador, fazendo com que o processador execute as funções que normalmente seriam executadas pelo próprio modem, como o controle de envio/recebimento de sinais, controle de erro entre outras. Logicamente o micro ficará mais lento do que o normal enquanto o modem estiver sendo usado, já que além de suas funções normais, o processador acumulará as funções de controle do modem. O mínimo, em termos de processador recomendado para o uso de um softmodem,

segundo os fabricantes, seria um Pentium 100. Os softmodems também costumam ser mais sensíveis a linhas ruidosas ou de baixa qualidade, onde eles apresentam um desempenho bem inferior aos hardmodems.
Apenas observando o “jeitão” do modem, e vendo o número de componentes que o compõe é possível perceber facilmente se trata-se de um hardmodem ou de um softmodem, pois estes últimos são muito mais simples. Mas se mesmo assim restarem dúvidas, verifique a caixa e o manual de instruções; se por exemplo estiver escrito que é preciso um processador Pentium ou Pentium MMX, ou que o modem só funciona no Windows 98 e NT, com certeza trata-se de um Softmodem.
Outro indicativo é a necessidade de instalar algum programa para que o modem funcione. Um modem tradicional só precisa que seja instalado um arquivo .INF (um arquivo de texto com as configurações e especificações do modem) para funcionar. Um softmodem por sua vez precisará que o programa emulador seja instalado.
Como sempre, temos neste caso o velho dilema de pagar mais caro por um componente de qualidade ou pagar bem mais barato por um componente inferior. Se você está montando um micro topo de linha, provavelmente não seria um bom negócio economizar justamente no modem, por outro lado, se você está montando um micro de baixo custo, um softmodem pode ser uma maneira de cortar custos, já que como vimos a diferença pode passar dos 60 dólares.


Acesso rápido

Os modems tiveram um papel essencial no desenvolvimento e popularização da Internet, já que são aparelhos relativamente baratos que permitem a qualquer um que tenha um micro e uma linha telefônica acessar a rede pagando apenas uma ligação local. Se não fossem eles a Internet jamais teria se tornado popular como é hoje. Porém, atualmente vemos que os modems já deram o que tinham que dar.
Os modems são lentos comparados com outras formas de acesso, e não permitem que se fique conectado muito tempo, devido ao preço das chamadas telefônicas e ao fato da linha ficar ocupada. Somados os impostos, uma hora conectado em horário comercial custa cerca de R$ 1,70 apenas em tarifas telefônicas. Acesse três horas por dia 5 dias por semana e aumentará em cerca de 100 reais sua conta telefônica. Claro que sempre existe a opção de acessar durante a madrugada, onde pagamos apenas um pulso por ligação, mas as olheiras começam a incomodar depois de algum tempo... :-)
Atualmente já existem basicamente 3 tecnologias de acesso rápido, que permitem ficar 24 horas conectado a 256 K em média, pagando apenas uma taxa mensal.
O meio mais popular é o acesso via ADSL, oferecido pelas próprias empresas de telefonia em várias cidades. Em São Paulo por exemplo, o acesso via ADSL é chamado de Speedy. O ADSL utiliza a própria linha telefônica, porém de forma diferente, utilizando sinais de alta freqüência. Com isto, alem de não serem pagos pulsos para acessar a Internet, a linha fica desocupada. O acesso vai de 256K a 2 Mbps, dependendo do plano.

Um segundo meio é o acesso via cabo, oferecido pelas emissoras de TV a cabo. O acesso via cabo está disponível apenas nas áreas onde a TV a cabo está disponível e é obrigatório que se assine também o serviço de TV, o que encarece a mensalidade. As velocidades variam de 128 K a 1 Mbps, dependendo do plano.
Finalmente, temos o acesso via rádio, onde temos uma antena instalada no topo dos edifícios e cabos puxados para os apartamentos. Geralmente este serviço está disponível apenas para prédios e mesmo assim é preciso que haja um número mínimo de moradores interessados.


Upgrade e atualizações

Como estudamos até aqui, todos componentes de um PC, influenciam diretamente no desempenho global da máquina. Como num carro, onde um único componente de baixo desempenho afeta negativamente todo o conjunto.
Apesar do desejo de todos ser um micro equipado com um processador topo de linha, muita memória RAM, vários Gigabytes de espaço no disco rígido, placa de vídeo 3D, DVD, etc. Nem todos estamos dispostos a gastar 2.000 ou 3.000 dólares numa configuração assim. Entra em cena então o fator custo-beneficio: determinar qual configuração seria melhor dentro do que se pode gastar. O objetivo deste tópico final, é justamente este, ajudá-lo a escolher a melhor configuração em termos de custo-beneficio em cada caso. Para isto, estudaremos no que cada componente afeta o desempenho e em quais aplicações cada um é mais importante.
A primeira coisa que deve ser levada em conta é a aplicação a que o micro será destinado, ou seja: quais programas serão utilizados nele. Um micro usado em um escritório, onde são usados o Word, Excel e Internet por exemplo, não precisa de um processador muito poderoso, mas é indispensável uma quantidade pelo menos razoável de memória RAM, e um disco rígido razoavelmente rápido. Enquanto que, num micro destinado a jogos, o principal seria um processador rápido, combinado com uma boa placa de vídeo 3D.


Escolhendo a placa mãe

A placa mãe é o componente que deve ser escolhido com mais cuidado, pois uma placa mãe de baixa qualidade colocará em risco tanto o desempenho quanto a confiabilidade do equipamento.
Ao comprar uma placa mãe, verifique quais processadores ela suporta, se possui um slot AGP e se a quantidade de slots PCI é suficiente para a quantidade de periféricos que você pretende instalar. As placas com slot ISA já são cada vez mais raras.
A questão mais importante é a qualidade da placa. Além dos recursos, este é o principal diferencial entre as várias que você encontrará no mercado. Placas de baixa qualidade além de prejudicarem o desempenho, podem tornar o micro instável, causando travamentos constantes no Windows. Travamentos que freqüentemente são causados por falhas de hardware, e não por bugs do programa.

Procure comprar placas de boas marcas, como Asus, Abit, Gigabyte, Soyo e Supermicro. As placas da Intel também são excelentes, mas preste atenção se a placa realmente foi fabricada pela Intel: muitos vendedores vendem placas com chipsets Intel como “placas da Intel”. Muitos fabricantes usam chipsets Intel em suas placas, mas isto não e garantia de qualidade. Não adianta uma placa de segunda linha possuir um bom chipset.
Evite ao máximo comprar placas TX-Pro, VX-Pro, BX-Pro, SX-Pro, PC-100, Viagra, BX-Cel, PC-Chips e placas que não trazem especificado o nome do fabricante. Apesar de serem muito mais baratas, e quase sempre trazerem placas de som, vídeo, modems e até placas de rede onboard, estas placas invariavelmente são de baixa qualidade, sendo fabricadas geralmente pela PC-Chips, especializada em fabricar placas de baixíssimo custo mas de qualidade duvidosa.
Você pode perguntar por que estas placas são inferiores, já que muitas vezes usam o mesmo chipset de placas de boas marcas. O diferencial é a qualidade da placa de circuito. Uma placa mãe é confeccionada usando-se uma técnica chamada MPCB (multiple layer contact board) que consiste em várias placas empilhadas como se fossem uma só. Acontece que uma placa de circuitos deste tipo tem que ser projetada e fabricada minuciosamente, pois qualquer erro mínimo na posição das trilhas, fará com que surjam interferências, que tornarão a placa instável. Isto também prejudica o desempenho, impedindo que a comunicação entre os componentes seja feita na velocidade normal. A diferença de desempenho de um micro montado com uma boa placa mãe, para outro de configuração parecida, mas usando uma placa mãe de baixa qualidade pode chegar a 20%. Equivaleria a trocar um Pentium III de 1 GHz por outro de 800 MHz!
A fim de cortar custos, diminui-se o tempo de desenvolvimento e apela-se para técnicas mais baratas e menos precisas de produção, criando os problemas que descrevi. Certamente é tentador ver o anúncio de uma placa mãe que já vem com placa de som, placa de vídeo e modem por 100 ou 120 dólares, enquanto uma placa de uma boa marca custa 150, 180 ou mesmo 200 dólares e geralmente não traz nenhum destes acessórios. Mas, lembre-se que esta economia pode lhe trazer muita dor de cabeça, na forma de instabilidade, travamentos e incompatibilidades. Estas placas podem até ser usadas em micros mais baratos, destinados a aplicações leves, onde a economia é mais importante, mas não pense em usar uma em um micro mais parrudo, pois não valerá à pena. Se o problema é dinheiro, prefira comprar um processador mais simples e barato, mas colocá-lo em uma boa placa mãe.


Memória RAM

Se o micro possui pouca memória RAM, o processador terá que usar o disco rígido para guardar os dados que deveriam ser armazenados na memória, tornando o sistema extremamente lento. Por outro lado, instalar mais memória do que o necessário será apenas um desperdício, pois não tornará o sistema mais rápido.

Você notará que é preciso instalar mais memória quando o micro começar a ficar lento e a acessar intermitentemente o disco rígido em momentos de atividade mais intensa.

Se o usuário trabalha apenas com aplicativos mais leves, como Word, Excel, Internet e não costuma abrir mais de um aplicativo ao mesmo tempo, então 32 MB podem até ser suficientes para alguns, mas o mínimo absoluto recomendável seriam 64 MB. Se,

por outro lado, são usados programas mais pesados ou se são abertos vários programas ao mesmo tempo, então o mínimo seriam 96 MB e o ideal 128 MB. 128 MB também são o ideal se o micro se destina principalmente a jogos.
Caso o micro se destine ao processamento de imagens, vídeo ou editoração, então devem ser usados pelo menos 128 MB. Dependendo do tamanho dos arquivos a serem processados, o ideal pode subir para 192 ou mesmo 256 MB. Se você está procurando um micro que seja capaz de manter-se atualizado por bastante tempo, então 256 MB de memória serão um bom investimento, mesmo que não vá precisar de tudo isso no momento.
A instalação de mais memória pode dar um novo ânimo a um micro mais antigo, principalmente se o micro possui apenas 8 ou 16 MB. Mas não exagere, pois mesmo com muita memória será difícil rodar aplicativos mais pesados devido à fragilidade do conjunto. O ideal seriam 16 ou 24 MB em micros 486 e de 32 a 64 MB em micros Pentium ou K6 de 100 a 166 MHz. Com 64 MB de memória, mesmo um Pentium 133 já conseguirá rodar o Windows ME ou 2000 com um mínimo de qualidade.
A quantidade mínima de memória para ter um bom desempenho também varia de acordo com o sistema operacional. Por exemplo, o Windows 95, assim que aberto consome 10 MB de memória. Num micro antigo, que tenha 24 MB de memória, já teríamos um desempenho aceitável, pois sobrariam 14 MB para abrir programas antes do sistema entrar em memória virtual. O Windows 98 SE já é mais pesado, consome cerca de 22 MB de memória. Neste caso, com 24 MB de memória ficaríamos sem praticamente nenhuma memória disponível, tornando o sistema bastante lento. O ideal para rodar os programas atuais já seriam pelo menos 64 MB
Usando o Windows 2000 Workstation, o consumo é ainda mais alto, são necessários quase 44 MB apenas para o sistema operacional. Por isso, para ter o mesmo desempenho que seria obtido com o Windows 98 + 64 MB de memória, seriam necessários 96 MB.


Processador

Nem sempre a instalação de um processador mais moderno torna o micro mais rápido. Muitas vezes, aumentar a quantidade de memória ou trocar o disco rígido faz mais efeito. Como sempre, depende da aplicação.
Caso o micro se destine principalmente a jogos, então vale à pena investir em um processador topo de linha, como um Pentium III ou um AMD Athlon, porém apenas depois de comprar uma boa placa de vídeo 3D. Caso o micro de destine ao processamento de imagens ou editoração, um processador topo de linha irá ajudar, mas apenas se o micro possuir bastante memória RAM. Se o dinheiro estiver curto, é preferível comprar um processador médio, como um Celeron ou Duron e investir em mais memória. Evite comprar processadores K6-2, pois além de ultrapassados, você não poderá aproveitar a placa mãe num futuro upgrade.
Finalmente, caso o micro se destine a aplicações leves, então o ideal será adquirir um processador o mais simples possível e investir a economia em um pouco mais de memória, um disco rígido melhor, ou numa placa mãe de melhor qualidade.

Disco Rígido

O desempenho do disco rígido determina a velocidade em que serão abertos programas e arquivos. Um disco rígido rápido, também ajuda um pouco caso o micro tenha pouca memória RAM. Mesmo com um processador parrudo e muita memória, tudo ficará lento caso o disco rígido não acompanhe.
Quase sempre, os discos rígidos de maior capacidade são mais rápidos, mas como sempre existem exceções. Procure saber o tempo de acesso, a velocidade de rotação e a densidade do disco. O tempo de acesso do disco varia geralmente entre 8 e 12 milessegundos, dependendo do HD. O tempo de acesso determina quanto tempo a cabeça de leitura demorará para achar o dado a ser lido. Um valor mais baixo corresponde a um melhor desempenho.
A velocidade de rotação é medida em RPMs, ou rotações por minuto. Quanto mais rápido o disco girar, mais rápido um dado será encontrado. A densidade, ou quantos dados caberão em cada disco também determina o desempenho, pois como os dados estarão mais próximos, serão localizados mais rapidamente. Você saberá a densidade dividindo a capacidade total do disco rígido pela quantidade de faces de disco que ele possui. Um disco de 8.4 GB, com 4 faces de disco, por exemplo, possui densidade de 2.1 GB por face. Quanto maior a densidade melhor.


Placa de Vídeo

As placas de vídeo mais antigas, são chamadas de placas 2D por que se limitam a mostrar imagens no monitor. As placas 3D por sua vez, bem mais modernas ajudam o processador a criar as imagens tridimensionais usadas em jogos e em alguns aplicativos.
Caso o micro se destine a jogos, ou processamento de imagens 3D (usando o 3D Studio por exemplo), é indispensável o uso de uma placa de vídeo 3D, caso contrário o micro simplesmente não será capaz de rodar o aplicativo ou ficará extremamente lento. Se, por outro lado, forem ser usados apenas aplicativos de escritório ou forem ser processadas imagens em 2D, então uma placa de vídeo 3D não será necessária.
É muito comum encontrar à venda placas mãe que já vem com vídeo onboard. Em geral o vídeo onboard possui alguns recursos 3D, suficientes para rodar alguns jogos 3D mais simples, mas com um desempenho muito longe de uma placa 3D média.
Você poderá usar o vídeo onboard caso o micro de destine basicamente a aplicativos de escritório, Internet, etc. ou até mesmo para um ou outro jogo ocasional, desde que você não se importe com, a pobreza das imagens. Mas, caso você faça questão de jogar seus jogos com qualidade, então o ideal seria usar uma placa 3D de verdade.
Surge então outro problema: as placas com vídeo onboard geralmente não trazem slot AGP, e atualmente é bem complicado encontrar uma boa placa de vídeo 3D que venha em versão PCI. Ou seja, se você pretende usar uma placa 3D, o melhor é procurar uma placa mãe sem vídeo onboard, que venha com um slot AGP.

Modem

Atualmente, você só encontrará à venda modems de 56K, porém, encontrará tanto hardmodems quanto softmodems. O “hardmodem” vem de “hardware” enquanto o “softmodem” vem de “software”. A diferença entre os dois tipos é que os Hardmodems executam eles mesmos todas as tarefas relacionadas com o envio e recebimento de dados através da linha telefônica. Eles só incomodam o processador na hora de entregar os dados recebidos, já devidamente decodificados e descompactados.
Os softmodems por sua vez contém apenas os dispositivos necessários para usar a linha telefônica, eles não executam nenhum tipo de processamento. Adivinha pra quem sobra então? Justamente para o processador principal, que além das suas tarefas normais passa a ter que fazer também o trabalho do modem. Os softmodems são os modems mais baratos, que costumam custar entre 20 e 40 dólares, porém tornam o micro mais lento (quanto mais potente for o processador menor será a perda) e não se dão muito bem como jogos multiplayer jogados via modem ou com linhas ruidosas. Os hardmodems, por sua vez, são os modems mais caros, que custam apartir de 80 dólares, mas executam eles mesmos todas as funções.


Placa de Som

De um modo geral, a placa de som não influencia em nada o desempenho do micro, apenas determina a qualidade do áudio. Para uso normal, uma placa de som simples como uma Sound Blaster 32, ou mesmo uma daquelas placas “genéricas” de 20 ou 25 dólares dão conta do recado. Placas mais caras farão diferença caso você pretenda trabalhar com edição musical, ou faça questão de ouvir músicas em MIDI com o máximo de qualidade.
Existem também placas de som 3D, como a Turtle Beath Montego e a Sound Blaster Live, que geram sons que parecem vir de todas as direções, mesmo usando caixas acústicas comuns. Este efeito é muito interessante em jogos, pois oferece uma sensação de realidade muito maior. Imagine ouvir o som de um tiro, dentro de um jogo, como se ele tivesse sido disparado por alguém que está bem atrás de você.
Upgrades e atualizações

Fazer um upgrade, significa trocar alguns componentes de um micro já ultrapassado a fim de melhorar seu desempenho. Porém, muitas vezes, o micro está tão desatualizado que seria preciso trocar quase todos os componentes para conseguir atingir um desempenho aceitável. Neste caso, compensaria mais vender o micro antigo e comprar um novo.
O segredo para realizar um bom upgrade, é detectar os “pontos fracos” da configuração, componentes que possuem um desempenho muito inferior ao restante do conjunto. Para exemplificar, analisarei agora algumas configurações de micros antigos típicos:

+ Configuração 1

Processador Pentium de 100 MHz
8 MB de memória RAM
HD de 1.2 GB
Placa de Vídeo de 1 MB
Monitor SVGA de 14 polegadas

Temos aqui um micro bem antigo, de configuração extremamente modesta, mas que tem um grave ponto fraco: a pouca quantidade de memória RAM, apenas 8 MB não são suficientes nem mesmo para rodar o Windows 95 com um mínimo de qualidade, que dizer do Windows 98, 2000 ou os programas atuais. O ideal aqui seria adicionar mais 32 MB de memória, totalizando 40 MB, o que multiplicaria a velocidade do equipamento. Também valeria à pena trocar o processador por um K6 ou Pentium de 200 MHz, já que neste caso não precisaríamos trocar também a placa mãe.
Dois pentes de memória de 72 vias de 16 MB cada, e um processador de 200 MHz custam cerca de 70 dólares, que resultariam em um ganho de performance de pelo menos 300%. Note que neste caso precisaríamos usar componentes usados. O disco rígido só deveria ser trocado caso o usuário estivesse com problemas de espaço.

+ Configuração 2
Pentium 233 MMX
32 MB de memória RAM
HD de 2.6 GB
Placa de vídeo de 2 MB
Monitor SVGA de 14 polegadas

Agora temos uma configuração um pouco mais equilibrada. As únicas mudanças viáveis seriam o aumento da quantidade de memória para 64 MB e a troca do disco rígido (caso o usuário esteja com problemas de espaço).
Não seria uma boa idéia pensar em trocar o processador, pois para instalar um Pentium II, Celeron, ou mesmo um K6-2 neste micro, teríamos que trocar também a placa mãe. Caso os módulos de memória atuais sejam de 72 vias, o gasto seria ainda maior, já que as placas mãe mais modernas possuem encaixes apenas para módulos de 168 vias o que nos obrigaria a trocar também as memórias.
Caso o usuário do micro goste de jogos, então uma placa de vídeo 3D, de um modelo mais simples, seria uma boa idéia.


+ Configuração 3
Pentium II de 266 MHz
64 MB de memória RAM
HD de 2.2 GB
Placa de vídeo Voodoo 3 2000
Monitor SVGA de 15 polegadas

A primeira coisa a considerar neste exemplo seria a troca do processador por um Celeron de 500 ou 533 MHz, já que poderíamos trocar apenas o processador.
Teríamos então uma excelente configuração, com exceção do disco rígido, muito pequeno e lento para um micro deste porte. Seria uma boa idéia trocá-lo por um de 20 GB ou mais. O aumento da quantidade de memória para 128 MB deveria ser considerado caso o usuário tenha o hábito de trabalhar com vários programas abertos ao mesmo tempo, ou tenha o hábito de abrir arquivos muito grandes, ou finalmente caso deseje rodar o Windows 2000.
As peças antigas, no caso o processador o disco rígido poderiam ser vendidas depois para cobrir parte do gasto do upgrade. Existe um mercado muito grande para discos rígidos usados.

08 PLACAS DE VÍDEOS

Parte 8: Placas de Vídeo e Monitores

A função da placa de vídeo, é preparar as imagens que serão exibidas no monitor. Já foram criadas placas de vídeo usando praticamente todo o tipo de barramento existente, do ISA ao PCI, passando pelo MCA, EISA e VLB. Atualmente porém, usamos apenas placas de vídeo PCI ou AGP, com predominância cada vez maior das placas AGP, que naturalmente costumam ser mais rápidas e avançadas.


2D x 3D, entendendo as diferenças

As placas de vídeo mais antigas, simplesmente recebem as imagens e as enviam para o monitor. Neste caso, o processador é quem faz todo o trabalho. Este sistema funciona bem quando trabalhamos apenas com gráficos em duas dimensões, usando aplicativos de escritório, ou acessando a Internet por exemplo, já que este tipo de imagem demanda pouco processamento para ser gerada. Estas são as famosas placas 2D.
O problema surge quando o usuário pretende rodar jogos 3D, ou mesmo programas como o 3D Studio, que utilizam gráficos tridimensionais. Surge então a necessidade de usar uma placa de vídeo 3D. A função de uma placa de vídeo 3D é auxiliar o processador na criação e exibição de imagens tridimensionais. Como todos sabemos, numa imagem tridimensional temos três pontos de referência: largura, altura e profundidade. Um objeto pode ocupar qualquer posição no campo tridimensional, pode inclusive estar atrás de outro objeto.
Os gráficos tridimensionais são atualmente cada vez mais utilizados, tanto para aplicações profissionais (animações, efeitos especiais, criação de imagens, etc.), quanto para entretenimento, na forma de jogos.
A grande maioria dos títulos lançados atualmente utilizam gráficos tridimensionais e os títulos em 2D estão tornando-se cada vez mais raros, tendendo a desaparecer completamente. Não é difícil entender os motivos dessa febre: os jogos em 3D apresentam gráficos muito mais reais, movimentos mais rápidos e efeitos impossíveis de se conseguir usando gráficos em 2D.
Uma imagem em três dimensões é formada por polígonos, formas geométricas como triângulos, retângulos, círculos etc. Uma imagem em 3D é formada por milhares destes polígonos. Quanto mais polígonos, maior é o nível de detalhes da imagem. Cada polígono tem sua posição na imagem, um tamanho e cor específicos.
Para tornar a imagem mais real, são também aplicadas texturas sobre o polígonos. Uma textura nada mais é do que uma imagem 2D comum (pode ser qualquer uma). O uso de texturas permite quer num jogo 3D um muro realmente tenha o aspecto de uma muro de pedras por exemplo, já que podemos usar a imagem de um muro real sobre os polígonos.

O processo de criação de uma imagem tridimensional, é dividido em três etapas, chamadas de desenho, geometria e renderização. Na primeira etapa, é criada uma descrição dos objetos que compõe a imagem, ou seja: quais polígonos fazem parte da imagem, qual é a forma e tamanho de cada um, qual é a posição de cada polígono na

imagem, quais serão as cores usadas e, finalmente, quais texturas e quais efeitos 3D serão aplicados. Depois de feito o “projeto” entramos na fase de geometria, onde a imagem é efetivamente criada e armazenada na memória.
Ao final da etapa de geometria, temos a imagem pronta. Porém, temos também um problema: o monitor do micro, assim como outras mídias (TV, papel, etc.) são capazes de mostrar apenas imagens bidimensionais. Entramos então na etapa de renderização. Esta última etapa consiste em transformar a imagem 3D em uma imagem bidimensional que será mostrada no monitor. Esta etapa é muito mais complicada do que parece; é necessário determinar (apartir do ponto de vista do espectador) quais polígonos estão visíveis, aplicar os efeitos de iluminação adequados, etc.
Apesar do processador também ser capaz de criar imagens tridimensionais, trabalhando sozinho ele não é capaz de gerar imagens de qualidade a grandes velocidades (como as demandadas por jogos) pois tais imagens exigem um número absurdo de cálculos e processamento. Para piorar ainda mais a situação, o processador tem que ao mesmo tempo executar várias outras tarefas relacionadas com o aplicativo.
As placas aceleradoras 3D por sua vez, possuem processadores dedicados, cuja função é unicamente processar as imagens, o que podem fazer com incrível rapidez, deixando o processador livre para executar outras tarefas. Com elas, é possível construir imagens tridimensionais com uma velocidade incrível. Vale lembrar que uma placa de vídeo 3D só melhora a imagem em aplicações que façam uso de imagens tridimensionais. Em aplicativos 2D, seus recursos especiais não são usados.
A conclusão é que caso o usuário pretenda trabalhar apenas com aplicativos de escritório, Internet, etc. então não existe necessidade de gastar dinheiro com uma placa 3D, pois mesmo usando uma placa de última geração, seu potencial não seria utilizado. Neste caso, poderá ser usado o vídeo onboard da placa mãe, ou mesmo uma placa de video um pouco mais antiga sem problemas.
Porém, se o micro for ser utilizado para jogos, então uma placa de vídeo 3D é fundamental. Sem uma placa 3D, a maioria dos jogos atuais vão ficar lentos até mesmo em um Pentium III de 1 GHz, sendo que muitos jogos sequer permitem ser executados sem que uma aceleradora 3D esteja instalada.
Atualmente, todas as placas de vídeo à venda, mesmo os modelos mais simples possuem recursos 3D, mas existem enormes variações tanto em termos de preço quanto no desempenho.


Memória de vídeo

Assim como o processador, a placa de vídeo também usa memória RAM, memória que serve para armazenar as imagens que estão sendo criadas.
Numa placa de vídeo 2D a quantidade de memória não interfere em absolutamente nada no desempenho da placa, ela apenas determina quais resoluções e quantidade de cores serão suportadas. Uma placa antiga, com apenas com 1 MB de memória por exemplo, será capaz de exibir 16 milhões de cores em resolução de 640x480 ou 65 mil cores em resolução de 800x600. Uma placa com 2 MB, já seria capaz de exibir 16 milhões de cores em resolução de 800x600. Uma placa de 4 MB já seria capaz de atingir 16 milhões de cores em 1280x1024 e assim por diante.
Para se ter uma boa definição de cores o mínimo é o uso de 16 bits de cor e o ideal 24 bits. Algumas placas suportam também 32 bits de cor, mas em se tratando de 2D os 32 bits correspondem a exatamente a mesma quantidade de cores que 24 bits, ou seja, 16 milhões. Os 8 bits adicionais simplesmente não são usados. Esta opção é encontrada principalmente em placas da Trident e é na verdade uma medida de economia, pois como a placa de vídeo acessa a memória a 64 ou 128 bits dependendo do modelo, é mais fácil para os projetistas usar 32 bits para cada ponto ao invés de 24, mas neste caso temos apenas um desperdício de memória.



Resolução e cores
Já que estamos por aqui, outra configuração importantíssima é a taxa de atualização. Geralmente esta opção aparecerá no menu de propriedades de vídeo (painel de controle/video)/configurações/ avançado/ monitor.
A taxa de atualização se refere ao número de vezes por segundo que a imagem é atualizada no monitor. O grande problema é que os monitores atuais utilizam células de fósforo para formar a imagem, que não conservam seu brilho por muito tempo, tendo que ser reacendidas constantemente.
O ideal é usar uma taxa de atualização de 75 Hz ou mais. Usando menos que isso teremos um fenômeno chamado flicker, onde a tela fica instável, piscando ou mesmo temendo, como uma gelatina. É justamente o flicker que causa a sensação de cansaço ao se olhar para o monitor por muito tempo, e a médio prazo pode até causar danos à visão.
Outra coisa que ajuda e muito a diminuir o flicker é diminuir o brilho do monitor, o ideal é usar a tela o mais escura possível, dentro do que for confortável naturalmente. Uma dica é deixar o controle de brilho no mínimo e ajustar apenas pelo contraste. Quanto maior for a taxa de atualização e quanto menor for a claridade da imagem menor será o flicker e menor será o cansaço dos olhos.
As taxas de atualização máximas dependem tanto da placa de vídeo quanto do monitor. Se você escolher uma taxa que não seja suportada pelo monitor a imagem aparecerá desfocada. Apenas pressione Enter e o Windows retornará à configuração anterior. Quanto menor a resolução de imagem escolhida maior será a taxa de atualização suportada pelo monitor.


Taxa de atualização

Quando falamos em imagens em 3D a coisa muda bastante de figura. Primeiro por que ao processar uma imagem 3D a placa não usa a memória de vídeo apenas para armazenar a imagem que será mostrada no monitor, mas principalmente para armazenar as texturas que são usadas. Nos jogos atuais cada vez são usadas mais texturas e texturas cada vez maiores. É justamente por isso que as placas de vídeo atuais são tão poderosas. Para você ter uma idéia, na época do 386 uma “boa” placa de vídeo vinha com um processador simples, com 20 ou 30 mil transistores e 256 KB de memória.
A Voodoo 6, uma das placas topo de linha hoje em dia por sua vez trás quatro processadores com quase 15 milhões de transístores cada um trabalhando em paralelo e 128 MB de memória! Se for colocada em um micro médio, esta placa de vídeo sozinha vai ter mais poder de processamento e memória que o resto do conjunto.
Voltando ao assunto principal, numa placa de vídeo a quantidade de memória não determina a resolução de vídeo que poderá ser usada, mas sim a performance da placa. O motivo é simples, se as texturas a serem usadas pelo jogo não couberem na memória da placa, terão que ser armazenadas na memória RAM, e lidas usando o barramento AGP. O problema é que neste caso teremos uma enorme degradação de performance, pois demora muito mais tempo para ler uma textura armazenada na memória RAM principal do que ler a mesma se estivesse armazenada na memória da placa de vídeo.
Se for rodado um jogo simples, que use poucas texturas, então uma placa de 16 MB e a mesma em versão de 32 MB apresentarão exatamente o mesmo desempenho, mas caso seja usado um jogo mais pesado, que use um número maior de texturas, provavelmente a placa de 32 MB se sairá muito melhor.


Qual é a vantagem de se ter uma placa 3D rápida?

As duas principais diferenças entre uma placa 3D mais lenta e outra rápida dentro os jogos são a qualidade que imagem, que inclui a resolução de tela, número de cores e efeitos 3D que serão usados, e o frame-rate, o número de quadros gerados por segundo.
A função da placa de vídeo 3D é basicamente desenhar as imagens e mostrá-las no monitor. Quanto mais poderosa for a placa, mais polígonos será capaz de desenhar e mais texturas será capaz de aplicar, acabando por gerar um número maior de quadros por segundo, número chamado de frame-rate.
Quanto mais quadros forem gerados por segundo, mais perfeita será a movimentação do jogo. Para que não seja possível perceber qualquer falha na fluidez da imagem, o ideal seriam pelo menos 20 ou 25 quadros por segundo. Para você ter uma idéia, a TV exibe 24 quadros, e desenhos animados variam entre 16 e 24 quadros. Normalmente 30 quadros são o valor considerado ideal no mundo dos games. Menos que isso começarão a aparecer saltos, principalmente nas cenas mais carregadas, prejudicando a jogabilidade.

Quanto maior for a resolução de vídeo usada, maior o número de cores e mais efeitos forem usados, maior será o trabalho da placa de vídeo ao gerar cada quadro, e consequentemente mais baixo será o frame-rate, e mais precária a movimentação do jogo. Existe uma relação inversamente proporcional entre as duas coisas.
A resolução das imagens 3D pode ser escolhida dentro do próprio jogo, no menu de opção de imagens. No menu de propriedades de vídeo do Windows você poderá configurar mais algumas opções da placa, que realmente aparecem na forma das opções “best performance”, “best image quality”, ou seja, melhor performance ou melhor qualidade de imagem.
Mesmo usando uma placa mais antiga você provavelmente conseguira rodar rodos os jogos mais atuais, o problema é que para isso você deverá deixar a resolução 3D em 640x 480 e desabilitar os recursos que melhoram a qualidade das imagens a fim de manter um mínimo de jogabilidade.
Usando uma placa mais moderna por outro lado você poderá jogar seus jogos favoritos com a melhor qualidade de imagem possível, usando 1024 x 768 de resolução, 32 bits de cor, etc..


A importância dos drivers de vídeo

Um ponto fundamental atualmente quando falamos em placas 3D são justamente os drivers. Simplificando, um driver é um pequeno programa, ou um “manual de instruções” que permite ao sistema operacional utilizar todos os recursos da placa de vídeo. Os fabricantes mantém os drivers de suas placas em constante desenvolvimento, e a cada versão temos uma melhora tanto no desempenho quanto na compatibilidade. Antes de instalar uma placa 3D, não deixe de fazer uma visita ao site do respectivo fabricante e baixar os drivers mais recentes, que invariavelmente terão mais recursos e serão mais rápidos do que os drivers que vem junto com a placa (naturalmente bem mais antigos). Em alguns casos, a diferença de desempenho pode passar de 50%!
No caso de chipsets que são usados em várias placas diferentes, como o Riva TnT, fabricado pela Nvidia, mas vendido para diversos outros fabricantes que desenvolvem placas 3D baseados nele, você terá à sua disposição tanto drivers desenvolvidos pelo fabricante do chipset quanto drivers desenvolvidos pelo fabricante da placa. Se você comprou uma Viper V550 por exemplo, poderá tanto usar os drivers da Diamond (a fabricante da placa) quanto os drivers da Nvidia. Em alguns casos, os drivers do fabricante do chipset são melhores e em outros os drivers do fabricante da placa são melhores (em geral o mais recente será o melhor, porém isto não é sempre uma regra).
Surfando pela Net, você encontrará também drivers Beta, drivers que ainda estão em fase de testes e que por isso ainda não foram oficialmente liberados pelo fabricantes, mas que “vazaram” através de algum beta tester. Como sempre, um driver beta permite que você tenha novos recursos em primeira mão, mas não são totalmente estáveis. É como usar a versão beta de um novo Browser ou sistema operacional. Se você gosta de fuçar e de testar drivers, então boa diversão, mas se você gosta sossego, então utilize os drivers oficiais.
Monitores

O monitor tem uma importância vital, pois em conjunto com a placa de vídeo forma o principal meio de comunicação entre a máquina e nós. Os fatores que diferenciam os inúmeros modelos de monitores à venda no mercado, são basicamente o tamanho, o Dot Pitch, ou o tamanho dos pontos que compõe e tela, as resoluções suportadas e a taxa máxima de atualização da imagem.
Quanto ao tamanho, é a medida em polegadas entre as diagonais da tela. Os mais usados atualmente ainda são os monitores de 14 e 15 polegadas, mas caso você deseje trabalhar com aplicativos gráficos, ou mesmo utilizar o PC para jogos, será muito beneficiado por um monitor de 17 ou mesmo 20 polegadas. Além do tamanho físico, a vantagem dos monitores maiores, é que invariavelmente eles suportam resoluções maiores, assim como maiores taxas de atualização.
Outra coisa importante com relação aos monitores é o tamanho dos pontos que compõem a tela, ou Dot Pitch. Se você pegar uma lupa e examinar a tela de seu monitor, verá que a imagem é formada por pontos verdes, azuis e vermelhos. Cada conjunto de três pontos é chamado de tríade, e a distância diagonal entre dois pontos da mesma cor, o que compõe justamente a medida de uma tríade é chamada de Dot Pitch. O mais comum é encontrarmos monitores com Dot Pitch de 0.29 milímetros quadrados. Alguns monitores mais recentes, porém, utilizam pontos menores, de 0.22 ou 0.19 mm, o que garante uma imagem de melhor qualidade. Evite porém alguns monitores mais antigos que usam Dot Pitch de 0.39, pois neles a qualidade de imagem é muito ruim.
Um bom monitor de 14 polegadas deve suportar resoluções de até 1024x756 pontos. Monitores maiores também devem ser capazes de exibir resoluções de 1280x1024 ou mesmo 1600x1200 no caso dos de 20 polegadas.
O mais comum por parte dos usuários que usam monitores de 14 polegadas, é o uso de resolução de 800x600, pois mesmo quando suportadas, resoluções maiores acabam sendo desconfortáveis em um monitor pequeno. No caso de monitores grandes porém, o uso de resoluções maiores já é fortemente recomendado.

A última característica, e talvez a mais importante nos monitores, é a frequência de atualização da imagem, ou “refresh rate”. Num monitor, um feixe de elétrons bombardeia continuamente a tela, formando a imagem. A quantidade de vezes por segundo que este feixe atualiza a imagem, é chamada de taxa de atualização.
Um bom monitor, deve ser capaz de atualizar a imagem pelo menos 75 vezes por segundo (75Hz). Porém, monitores de menor qualidade são capazes de manter uma taxa de refresh de apenas 60 Hz, o que causa cintilação na imagem, o famoso flicker, que vimos no início deste capítulo.
O flicker ocorre devido à perda de luminosidade das células de fósforo do monitor. Usando uma taxa de renovação de menos de 75Hz, o tempo que o feixe de elétrons demora para passar é muito longo, fazendo com que células percam parte do seu brilho, sendo reacendidas bruscamente na próxima passagem do feixe de elétrons. Isto faz com que as células pisquem, tornando instável a imagem. Esta instabilidade, além de desconfortável, faz muito mal aos olhos.
A taxa de atualização do monitor também depende da resolução utilizada. No monitor, a imagem é atualizada linha a linha, de cima para baixo. A quantidade de linhas que o monitor é capaz de varrer por segundo é chamada de frequência horizontal, que é medida em KHz. Os monitores de 14 polegadas geralmente têm frequência horizontal de 49 KHz, ou seja, são capazes de atualizar 49 mil linhas por segundo. Isto é suficiente quando vamos usar resolução de 640 x 480 ou mesmo 800x600, pois 49 KHz são suficientes para uma taxa de atualização de 75 Hz, o que é um bom valor.
Você poderia perguntar o por quê de 75 Hz, já que 49.000 / 600 dá 81,6. A resposta é o retraço vertical e horizontal, que corresponde o tempo que o feixe de elétrons, quando chega ao final de uma linha, ou à última linha da tela, demora para retornar ao início e reiniciar a varredura.
O tempo perdido com o retraço varia de monitor para monitor, mas geralmente consome 5 ou 6% do tempo total. Apesar dos monitores menores geralmente suportarem resolução de 1024x768, esta não é recomendável, pois o monitor não seria capaz de manter uma taxa de atualização de mais de 60Hz, gerando flicker. Monitores maiores, porém, possuem frequências horizontais que podem ser de mais de 135 kHz, o que nos proporciona boas taxas de atualização, mesmo em resoluções mais elevadas.


Monitores LCD

Os monitores LCD, (Liquid Cristal Display, ou monitores de cristal líquido), já vêm há várias décadas sendo usados em computadores portáteis. Atualmente vemos uma popularização desta tecnologia também no mercado de computadores de mesa, apesar da procura ainda ser pequena devido ao alto preço destes aparelhos. Mas o que os monitores LCD tem de tão especial?


As vantagens

Os monitores LCD trazem várias vantagens sobre os monitores CRT (Catodic Ray Tube, ou tubo de raios catódicos) usados atualmente, apesar de também possuírem algumas desvantagens, destacando-se o alto preço
Colocando lado a lado um monitor LCD e outro CRT, a primeira diferença que salta à vista é justamente o tamanho. Os monitores de cristal são muito mais finos que os tradicionais, o que explica seu uso em computadores portáteis. No caso de um micro de mesa as vantagem neste caso não é tão evidente, mas de qualquer modo temos alguma economia de espaço sobre a mesa.
Outra vantagem dos monitores LCD, é o fato de possuírem uma tela realmente plana, o que elimina as distorções de imagem causadas pelas telas curvas dos monitores CRT, e aumenta a área útil do monitor, já que não temos espaços desperdiçados nos cantos da imagem.
Na ilustração abaixo por exemplo, temos um monitor LCD de 12,1 polegadas ao lado de um monitor tradicional de 14 polegadas. Note que apesar do monitor LCD ser bem menor, a área de exibição é quase equivalente à do monitor de 14 polegadas.

Um monitor LCD de 14 polegadas possui uma área de exibição maior do que um CRT de 15 polegadas, enquanto que num LCD de 15 polegadas a área é quase equivalente a um monitor tradicional de 17 polegadas.
Os monitores de cristal líquido também gastam menos eletricidade. Enquanto um monitor tradicional de 14 polegadas consome por volta de 90 W, um LCD dificilmente ultrapassa a marca dos 40W. Outra vantagem é que estes monitores emitem uma quantidade muito menor de radiação nociva (praticamente nenhuma em alguns modelos) o que os torna especialmente atraentes para quem fica muito tempo em frente ao monitor diariamente.

Finalmente, nos monitores de cristal líquido não existe flicker, pois ao invés da imagem ser formada pela ação do feixe de elétrons, como nos monitores CRT, cada ponto da tela atua como uma pequena lâmpada, que muda sua tonalidade para formar a imagem. O termo “refresh rate” não se aplica ao monitores de cristal líquido, pois neles a imagem é sempre perfeita.


As desvantagens

Sem dúvida, a aparência de um LCD é muito mais elegante e moderna do que a de um monitor tradicional, porém, como nada é perfeito, os LCDs também tem suas desvantagens: a área de visão é mais limitada, o contraste é mais baixo, e as resoluções permitidas são bem mais limitadas.
Enquanto nos monitores tradicionais podemos ver a imagem exibida praticamente de qualquer ângulo, temos nos LCDs o ângulo de visão limitado a apenas 90º acima disso a imagem aparecerá com as cores distorcidas ou mesmo desaparecerá. Isto pode ser até desejável em algumas situações, no caixa de um banco por exemplo, mas normalmente é bem inconveniente.
O contraste da imagem também é bem mais baixo. Enquanto num monitor convencional temos normalmente um contraste de 500:1, ou seja, uma variação de 500 vezes na emissão de luz do branco para o preto. Nos monitores de cristal líquido o contraste varia entre 250:1 e 300:1 o que prejudica um pouco a qualidade da imagem, principalmente a fidelidade das cores.
Temos também as limitações quanto às resoluções suportadas. Nos monitores CRT temos à nossa disposição várias resoluções de tela diferentes, que vão desde os 320 x 200 pontos usados no MS-DOS até 1024x 768, 1200x 1024 ou até mesmo 1600x 1200, passando por várias resoluções intermediárias, como 400x300, 320x400, 320x480, 512x384x, 1152x864 entre outras, sendo que em todas as resoluções temos uma imagem sem distorções.
Os monitores de cristal líquido por sua vez são bem mais limitados neste aspecto, pois cada ponto da imagem é fisicamente representado por um conjunto de 3 pontos (verde, vermelho e azul). Num monitor LCD com resolução de 1024x 768 por exemplo tempos 3072 pontos horizontais e 768 verticais, sendo que cada conjunto de 3 pontos forma um ponto da imagem. Como não é possível alterar a disposição física dos pontos, temos a resolução máxima limitada ao número de pontos que compões a tela. Podemos até usar resoluções menores, usando mais de um ponto da tela para representar cada ponto da imagem, recurso chamado de fator escala.
Se por exemplo a resolução máxima do LCD é de 640 x 480, e é preciso exibir uma tela DOS, que usa resolução de 320 x 240, serão usados 4 pontos da tela para representar cada ponto da imagem. Neste caso o fator escala será 2 (2 x 2 ao invés de um único ponto) como temos um número inteiro não há distorção na imagem.
Se por outro lado a resolução do LCD é de 1024x 768 e é preciso exibir 800x 600, teremos um fator escala de 1.28, resultando em distorção da imagem. Veja um exemplo na figura ao lado.
Apesar de não deixarem tanto a desejar em termos de qualidade de imagem, e possuírem algumas vantagens interessantes, os monitores LCD ainda são extremamente caros. Mesmo no exterior, os modelos mais baratos superam a marca dos 700 dólares, sendo utilizáveis apenas em ambientes onde suas vantagens compensam o preço bem mais alto.
Usando dois monitores
Você já deve ter ouvido falar muito do suporte a até nove monitores trazido pelo Windows 98. Este recurso que também é suportado pelo Windows 2000 pode ser bastante útil, principalmente para quem utiliza monitores de 14 ou 15 polegadas que não suportam resoluções mais altas.
O mais comum e prático é uso de dois monitores. Para isso você precisará apenas comprar mais uma placa de vídeo. O segundo monitor pode ser qualquer monitor VGA ou SVGA, colorido ou mesmo monocromático. Você pode utilizar até mesmo aquele monitor velho que sobrou do upgrade de um velho 486. Isto é possível por que tanto a configuração de resolução de vídeo quanto a quantidade de cores usadas podem ser diferentes para cada monitor, já que cada um possui sua própria placa de vídeo. Você pode por exemplo usar 1024 x 768 e 65.000 cores no monitor “titular” enquanto usa 640 x 480 e apenas 256 cores no segundo monitor.
O segundo monitor pode ser utilizado para expandir sua área de trabalho. As possibilidades são muitas: enquanto está navegando na Internet, você pode por exemplo deixar o navegador aberto no primeiro monitor e ao mesmo tempo manter aberto o outlook e a barra do ICQ no segundo monitor, ao invés de ter a todo ter que minimizar um e maximizar o outro. Pode também escrever alguma cosia no Word ao mesmo tempo que pesquisa alguma coisa na Net usando o Navegador, com os dois abetos ao mesmo tempo. Se for para transcrever ou resumir um texto então... bingo, basta manter aberto o texto original em um monitor e usar o segundo monitor para escrever o resumo, e ir escrevendo ao mesmo tempo que lê o texto original. Usar dois monitores pode aumentar bastante a sua produtividade e não é um recurso muito caro.
O recurso de múltiplos monitores é suportado apenas por placas de vídeo PCI ou AGP. Placas ISA, VLB, EISA, etc. não podem ser usadas. Você pode utilizar tanto duas placas PCI quanto uma AGP e uma PCI. Uma das placas será o vídeo primário e a outra o vídeo secundário. Com exceção das placas com Chips Parmedia, quase todas as placas atuais suportam ser utilizadas como vídeo secundário, o único porém é que nem todas as placas suportam ser usadas como vídeo primário. Para obter informações sobre placas de vídeo mais recentes, você pode contatar o fabricante ou o revendedor, que poderão fornecer as especificações da placa. De qualquer modo, como são poucas as placas incompatíveis com este recurso, eu recomendo que você primeiro faça um teste, tentando entrar em contato com o suporte apenas caso a placa não funcione adequadamente.
Depois de instalar fisicamente a segunda placa, basta carregar o Windows que o novo hardware será encontrado. Caso o Windows possua o driver a placa será instalada automaticamente, caso contrário será preciso fornecer os drivers do fabricante. Depois de reinicializar o sistema, o primeiro monitor exibirá o desktop normalmente, mas o segundo exibirá apenas um aviso em texto de que o Windows detectou o uso de dois monitores. Abra o ícone vídeo do painel de controle e na guia de configurações aparecerão agora dois monitores, ao invés de um, clique no ícone do segundo monitor e será perguntado se você deseja ativá-lo, basta responder que sim. Agora é só configurar a resolução e quantidade de cores a serem exibidas em cada monitor e, tudo pronto.


Configurando o segundo monitor

O segundo monitor funciona como uma extensão da área de trabalho do primeiro. Isto significa que basta mover o mouse em direção ao segundo monitor para que o cursor passe para ele. Na mesma janela de configurações, você deverá arrastar os monitores de modo a representar sua posição física. Esta informação é usada para controlar a ação do cursor do mouse:


Como disse, existe a possibilidade de instalar até 9 monitores. Na verdade esta marca é bem complicada de atingir, pois as placas mãe em geral vem com no máximo 6 slots PCI e um AGP, o que daria a possibilidade de instalar até 7 monitores. Mas, se você se decidir por mais de dois monitores, 3, 4, 5 etc. o procedimento será basicamente o mesmo. A minha recomendação é que você instale primeiro a primeira placa de vídeo, instale os drivers, e apenas depois que tudo estiver funcionando a contento instale a segunda. Após instalar os drivers e colocar tudo para funcionar, instale a terceira e assim por diante.


Vídeo primário e secundário

Ao usar mais de um monitor, umas das placas de vídeo será configurada como vídeo primário e as demais como secundárias, terciárias, etc. O vídeo primário será seu monitor principal, onde surgirão as caixas de diálogo, onde a maioria dos programas usará por defaut, etc. O status da placa de vídeo não é definida pelo Windows, mas sim pelo BIOS, que elege qual placa será a primária de acordo com o slot PCI ao qual esteja conectada. Se você estiver usando duas placas de vídeo PCI, e a placa errada for definida como primária, bastará inverter a posição das duas.
Caso você esteja utilizando uma placa AGP e outra PCI, você terá u pouco mais de trabalho, pois por defaut o a placa de vídeo PCI será detectada como primária. Na maioria dos casos você poderá alterar isso através da opção “Initialize First: PCI/AGP” do BIOS Setup. Basta alterar a opção para: “Initialize First: AGP/PCI”. Isto também se aplica a placas mãe com vídeo onboard, que em geral ocupa o barramento AGP.
O Windows 2000 permite escolher qual placa será a primária através da própria janela de propriedades de vídeo, neste caso você não precisará se preocupar com a detecção do BIOS.



07 PLACAS MÃES

Parte 7: Placas Mãe

A função da placa mãe é criar meios para que o processador possa comunicar-se com todos os demais periféricos do micro com a maior velocidade e confiabilidade possíveis. O nome “placa mãe” é mais do que justo, já que todos os demais componentes são encaixados nela.
O suporte a novas tecnologias, as possibilidades de upgrade e, até certo ponto, a própria performance do equipamento, são determinados pela placa mãe.


Formatos

Atualmente, encontramos à venda, tanto placas no formato AT, mais antigo, quanto no formato ATX. Os dois padrões se diferenciam basicamente pelo tamanho: as placas adeptas do padrão ATX são bem maiores, o que permite aos projetistas criar placas com uma disposição mais racional dos vários componentes, evitando que fiquem amontoados. Os gabinetes para placas ATX também são maiores, o que permite uma melhor ventilação.


Outra grande diferença fica por conta da fonte inteligente usada nos gabinetes ATX. O uso da fonte ATX permite que o micro seja desligado via software, possa ser programado para ligar sozinho em horários determinados, etc. recursos que até algum tempo atrás só podiam ser encontrado nos micros de grife.
Apesar de ainda podermos encontrar à venda placas mãe em ambos os padrões, a tendência é que o padrão AT seja completamente substituído pelo ATX.
Um terceiro padrão que vem se tornando comum é o micro ATX, uma variação do ATX, que consiste em placas ATX menores, mais ou menos do tamanho de uma placa AT. Estas placas podem ser instaladas em gabinetes AT comuns, mas de qualquer forma é preciso usar uma fonte ATX.


Micro ATX


Componentes da Placa Mãe

Independentemente de seu formato ou modelo, encontramos basicamente sempre os mesmos componentes numa placa mãe. Temos: Slots ISA, PCI e AGP para o encaixe de placas de vídeo, de som, modems e outros periféricos; soquetes para o encaixe de módulos de memória e também do processador; portas seriais e paralelas, controladora de drives de disquetes, interfaces IDE, conectores para o teclado e fonte de alimentação, portas USB, reguladores de tensão e, é claro, o BIOS e o Chipset.


Chipset

Seguramente o chipset é o componente mais importante da placa mãe, pois é ele quem comanda todo o fluxo de dados entre o processador, as memórias e os demais componentes. Os barramentos ISA, PCI e AGP, assim como as interfaces IDE, portas paralelas e seriais, além da memória RAM e do cache, são todos controlados pelo chipset.
O chipset é composto internamente de vários outros pequenos chips, um para cada função que ele executa. Temos um chip controlador das interfaces IDE, outro controlador das memórias, etc. Daí o nome Chipset, ou "conjunto de chips". Existem vários modelos de chipsets. Nas placas para processadores Pentium III por exemplo, temos uma predominância dos chipsets i440BX, Via Apollo Pro 133, i810 e i815.
O Chipset também determina quais as frequências de barramento a placa mãe irá suportar, e consequentemente, quais processadores poderão ser usados. As placas mãe para Pentium II equipadas com o chipset LX por exemplo, são capazes de funcionar a apenas 66 MHz, suportando apenas o Pentium II de até 333 MHz e o Celeron. Placas equipadas com o Chipset BX já suportam barramento de 100 MHz, podendo suportar todos os processadores Pentium II, além do Celeron e do Pentium III.
Quando for adquirir uma placa mãe, procure saber qual é o chipset utilizado, e quais processadores ela suporta.


BIOS

BIOS significa “Basic Input Output System”, ou, em Português, “sistema básico de entrada e saída”. O BIOS é a primeira camada de software do sistema, a mais intimamente ligada ao hardware, e é encarregado de reconhecer os componentes de hardware instalados, dar o boot, e prover informações básicas para o funcionamento do micro.
O BIOS é gravado em um pequeno chip instalado na placa mãe. Cada modelo de BIOS é personalizado para um modelo específico de placa, não funcionando em nenhum outro. Assim como o cartão de crédito e a escova de dentes, o BIOS é “pessoal e intransferível”.
Muitos dos recursos do BIOS podem ser configurados. Para facilitar esta tarefa, utilizamos mais um pequeno programa, chamado Setup. Para entrar no Setup, basta pressionar a tecla DEL durante a contagem de memória.
Quando inicializamos o sistema, o BIOS conta a memória disponível, identifica dispositivos plug-and-play instalados no micro e realiza uma checagem geral dos componentes instalados. Este procedimento é chamado de POST (Power-on Self Test) e se destina a verificar se existe algo de errado com algum componente, além de verificar se foi instalado algum dispositivo novo. Somente após o POST, o BIOS entrega o controle do micro ao Sistema Operacional. Surge então a mensagem: “Iniciando o Windows 98”, ou qualquer outra, dependendo do sistema operacional instalado.

Cache L2

O cache começou a ser utilizado apartir dos micros 386. Inicialmente o cache fazia parte da placa mãe, sendo formado por alguns chips soldados a ela. Apartir do 486, tivemos uma pequena quantidade de cache integrada ao próprio núcleo do processador, mas, continuamos usando cache na placa mãe. Tivemos então a distinção entre o cache L1 integrado ao processador e o cache L2 que fazia parte da placa mãe.
Com o avanço das técnicas de produção, os processadores passaram a utilizar multiplicadores cada vez maiores, fazendo com que o cache L2 integrado à placa mãe fosse tornando-se cada vez mais ineficiente, já que ele trabalhava a 66 ou a 100 MHz, na mesma frequência da placa mãe, enquanto o processador operava a uma frequência muito maior.
Tivemos então a segunda mudança da história do cache: integrar também o cache L2 ao processador, o que permite manter o cache funcionando sempre à metade da frequência do processador (como no Pentium II) ou mesmo integrar cache capaz de acompanhar a frequência do processador (como no Celeron com cache ou no Pentium III Coppermine).
Como já temos cache em quantidade e velocidade suficiente integrado ao processador, não é mais preciso integra-lo à placa mãe. Com excessão das placas mãe soquete 7, usadas em conjunto com o K6-2, K6-3 e processadores soquete 7 antigos, nenhum modelo de placa mãe vendido atualmente traz cache L2.
Porém, a dois ou três anos atrás, na época dos Pentium MMX’s e K6’s o cenário era bem diferente. Ninguém pensava e comprar uma placa mãe que não trouxesse pelo menos 512 KB de cache L2.
Algumas placas mãe um pouco mais antigas, não vêm com cache algum, trazendo em seu lugar, um encaixe para um módulo COAST (Cache On a Stick). Neste caso, o módulo de memória cache deve ser adquirido separadamente. Os módulos COAST são difíceis de encontrar e razoavelmente caros. Um módulo de 512 KB, por exemplo, custa entre 30 e 40 reais.
Apesar de não serem mais fabricadas placas mãe com soquetes para módulos COAST, é bem possível que você se depare com uma ao mexer em um micro um pouco mais antigo.
Existem também, casos de placas mãe com chips falsos de cache. Ao invés de módulos de memória cache, temos soldados na placa mãe encapsulamentos ocos, com a inscrição “Write Back” em baixo relevo. Durante o POST, o suposto cache é também identificado como “Write Back”, apesar de não existir cache algum.
Este tipo de golpe foi muito utilizado em placas mãe mais baratas, principalmente as fabricadas entre 94 e 97. Para reconhecer uma placa mãe deste tipo, basta verificar se existe a inscrição “Write Back” estampada nos módulos de cache ou se o cache é identificado como “Write Back” na tela de relatório do POST.

Encaixe para o processador

A partir dos micros 486, foi criado um novo tipo de encaixe para o processador, chamado de ZIF (“Zero Inserction Force” ou força de inserção zero). Nestes encaixes, basta levantar a alavanca que fica ao lado, para podermos encaixar suavemente o processador, e baixá-la para que ele fique firmemente preso.
Existem variações do soquete ZIF, que vão do soquete 1 ao soquete 7. Uma boa forma de verificar quais processadores são suportados por uma placa mãe é simplesmente verificar qual é o soquete utilizado. Você encontrará esta informação estampada em baixo relevo no próprio soquete.


Entendendo a evolução dos encaixes

Uma grande diferença entre os processadores que usávamos a alguns anos atras: o Pentium, MMX, K6, Cyrix 6x86 e até mesmo o K6-2 e os processadores mais recentes, é a grande variedade de encaixes e de padrões de placas mãe. Praticamente todos os processadores anteriores, que já citei, podiam ser usados na maioria das placas mãe soquete 7 modernas. Isto facilitava muito a escolha, já que não era preciso se preocupar tanto em saber se a placa mãe seria ou não compatível com o processador, já que naquela época tínhamos compatibilidade com quase todos.
Atualmente, este problema vem tornando-se cada vez mais evidente. O Celeron, dependendo do modelo, pode vir tanto no formato SEPP (Slot 1) quanto no formato PPGA (Soquete 370). O Pentium III também possui duas variações, podendo ser encontrado em formato SEPP e FC-PGA (Soquete 370). As versões antigas do Athlon utilizam seu encaixe próprio, o Slot A, enquanto o Athlon Thunderbird, junto com o Duron, utilizam o Soquete A.
Tudo começou com o Soquete 7, usado em placas mães que suportam do Pentium ao K6-2. O soquete 7 é um encaixe quadrado, de 321 pinos. Assim como ainda é possível encontrar processadores K6-2 à venda, ainda é possível encontrar vários modelos de placas mãe soquete 7 à venda, que além do K6-2, suportam o K6-3 e processadores soquete 7 antigos, como o Pentium e o MMX, bastando configurar corretamente a placa mãe.
O próximo encaixe foi criado pela Intel, e batizado de Slot 1. O slot 1 tem um formato parecido com o encaixe de um cartucho de video game. O slot 1 equipa as placas mães para processadores Pentium II, Celeron e Pentium III.
A algum tempo atrás, a Intel resolveu mudar o encaixe dos seus processadores, passando do slot 1 para o Soquete 370, o encaixe usado por todos os processadores Intel produzidos atualmente. O soquete 370 é fisicamente parecido com o antigo soquete 7, porém possui uma linha de contatos a mais (370 contatos ao todo, daí seu nome). Os processadores Celeron e Pentium III PPGA ou FC-PGA (que usam o soquete 370) podem ser instalados em placas mães Slot 1 usando um adaptador. A vantagem do soquete 370 sobre o Slot 1 é o fato de ser um padrão mais barato, que permite baratear tanto as placas mãe quanto os processadores.
A AMD optou por criar seu próprio padrão, chamado Slot A. O slot A é fisicamente muito parecido com o slot 1 da Intel, a única diferença visível entre os dois é a diferente posição do pino central (que divide o slot em dois) que impede que algum desavisado tente encaixar um Athlon numa placa para Pentium II ou vice-versa, o que danificaria o processador.
O Slot A é usado pelos processadores Athlon antigos, mas não suporta os processadores Athlon Thunderbird e Duron, que usam um encaixe mais moderno, o Soquete A. Ao contrário dos processadores Intel, não existe nenhum adaptador Soquete A > Slot A.
A seguir vai uma lista com os processadores lançados em cada formato:
+ Soquete 7
Pentium e Pentium MMX
Cyrix 6x86, 6x86MX, 6x86MII, IDT C6
K6, K6-2 e K6-3
+ Slot 1
Pentium II (todos)
Celeron de 266 a 433 Mhz
Pentium III 450, 500, 550 e 600.
As placas mais modernas suportam também o Celeron de 500 Mhz em diante assim como o Pentium III usando o adaptador.

+ Soquete 370
Pentium III 500E, 550E, 600E e de 650 Mhz em diante
Celeron 366 em diante
(os 366, 400 e 433 são fabricados nos dois formatos, slot 1 e soquete 370)
Não são suportados os processadores Slot 1, não existe adaptador.
+ Slot A
Athlons antigos (com cache L2 externo), de 500 MHz a 1 GHz
+ Soquete A
Athlon Thunderbird (com cache L2 embutido) de 700 MHz a 1.2 GHz
Duron (todos)


Jumpers

Os jumpers são pequenas peças plásticas, internamente metalizadas para permitir a passagem de corrente elétrica, sendo encaixados em contatos metálicos encontrados na placa mãe ou em vários outros tipos de placas, funcionando com uma espécie de interruptor.
Alternativas na posição de encaixe dos jumpers, permitem programar vários recursos da placa mãe, como a voltagem, tipo e velocidade do processador e memória usados, além de outros recursos. Ao montarmos um micro, os jumpers da placa mãe devem ser corretamente configurados, caso contrário podemos até mesmo danificar alguns componentes.
Em geral você encontrará jumpers apenas em placas antigas, pois praticamente todas as placas atuais são Jumperless, ou seja, não possuem jumpers, sendo toda configuração feita diretamente pelo Setup.


Barramentos

Barramentos são portas através das quais o processador pode comunicar-se com os demais componentes do micro, como a placa de vídeo. Falando em placa de vídeo, você já percebeu que todas as placas de vídeo modernas são conectadas em slots PCI ou AGP? E que placas de som e modems quase sempre usam slots ISA? Isso acontece por que placas de som e modems são periféricos relativamente lentos, para os quais o lento barramento ISA já é suficiente. Porém, as placas de vídeo, necessitam de um barramento muito mais rápido, motivo pelo qual utilizam slots PCI ou AGP.

ISA (Industry Standard Architeture) de 8 bits

Os processadores 8088, usados nos micros XT, comunicavam-se com os demais periféricos usando palavras binárias de 8 bits. Para o uso em conjunto com estes processadores, foi criado o ISA de 8 bits. Este barramento jurássico funciona usando palavras binárias de 8 bits e à uma frequência de 8 MHz, velocidade muito mais do que suficiente para um processador lento como o 8088.


ISA de 16 bits

Os processadores 286 comunicavam-se com os demais periféricos usando palavras de 16 bits. Para acompanhar esta melhora por parte do processador e permitir o uso de periféricos de 16 bits, foi criada uma extensão para o barramento ISA de 8 bits, formando o ISA de 16 bits. Este barramento, assim como o processador 286, trabalha com palavras de 16 bits, à uma frequência de 8 MHz.
Atualmente, o ISA é um barramento completamente obsoleto, afinal, convivíamos com ele desde a época do PC original, a quase 20 anos! Os slots ISA já são cada vez mais raros nas placas mãe novas, que cada vez mais trazem apenas slots PCI e AGP. A tendência é que o ISA desapareça definitivamente em breve.


Slots ISA. O menor é um Slot de 8 bits,
enquanto os demais são de 16 Bits.

MCA (Micro Chanel Architeture)

Com o surgimento dos processadores 386, que trabalhavam usando palavras binárias de 32 bits, era necessário a criação de um barramento mais avançado que o ISA para o uso de periféricos rápidos, como placas de vídeo e discos rígidos. A IBM criou então o MCA, que funcionava com palavras de 32 bits e a uma velocidade de 10 MHz, permitindo uma passagem de dados de 40 MB/s (megabytes por segundo).
O MCA possuía porém um pequeno inconveniente: foi patenteado pela IBM, de modo que somente ela podia usá-lo em seus computadores. Os demais fabricantes, sem outra escolha, foram obrigados a produzir micros com processadores 386, porém equipados somente com slots ISA. Estes micros são chamados de “AT 386” ou “AT 486”, pois apesar de utilizarem processadores 386 ou 486 usam o mesmo tipo de barramento utilizado pelos micros AT 286. O MCA caiu em desuso com o surgimento do EISA e do VLB.
Apesar de trazer recursos surpreendentes para a época em que foi lançado, como o Bus Mastering e suporte ao Plug-and-Play (foi o primeiro barramento a suportar estes recursos, isso em 87), o MCA não conseguiu se popularizar devido ao seu alto custo, incompatibilidade com o ISA e, principalmente, por ser uma arquitetura fechada.

EISA (Extended ISA)

Este novo barramento foi uma resposta dos demais fabricantes liderados pela Compac, ao MCA, criado e patenteado pela IBM.
Com o objetivo de ser compatível com o ISA, o EISA funciona também a 8 MHz, porém, trabalha com palavras binárias de 32 bits, totalizando a velocidade de 32 MB/s. O EISA também oferecia suporte a Bus Mastering e Plug-and-Play, com eficiência comparável à do MCA.
Uma das grandes preocupações dos fabricantes durante o desenvolvimento do EISA foi manter a compatibilidade com o ISA. O resultado foi um slot com duas linhas de contatos, capaz de acomodar tanto placas EISA quanto placas ISA de 8 ou 16 bits. Uma placa EISA utilizaria todos os contatos do slot, enquanto uma placa ISA utilizaria apenas a primeira camada.
A complexidade do EISA acabou resultando em um alto custo de produção, o que dificultou sua popularização. De fato, poucas placas chegaram a ser produzidas com slots EISA, e poucas placas de expansão foram desenvolvidas para este barramento. Assim como o MCA, o EISA é atualmente um barramento morto.


VLB (Vesa Local Bus)

Lançado em 93 pela Video Electronics Standards Association (uma associação dos principais fabricantes de placas de vídeo), o VLB é muito mais rápido que o EISA ou o MCA, sendo utilizado por placas de vídeo e controladoras de disco rígido, as principais prejudicadas pelos barramentos lentos. Usando o VLB, os discos rígidos podiam comunicar-se com o processador usando toda a sua velocidade, e se tornou possível a criação de placas de vídeo muito mais rápidas.
Como antes, existiu a preocupação de manter a compatibilidade com o ISA, de modo que os slots VLB são compostos por 3 conectores. Os dois primeiros são idênticos a um slot ISA comum, podendo ser encaixada neles uma placa ISA comum, sendo o 3º destinado às transferencias de dados a altas velocidades permitidas pelo VLB.
O VLB funciona na mesma frequência da placa mãe, ou seja, num 486 DX-2 50, onde a placa mãe funciona a 25 MHz, o VLB funcionará também a 25MHz. E, em uma placa de 486 DX-4 100, que funciona a 33 MHz, o VLB funcionará também a 33 MHz. Vale lembrar que o VLB é um barramento de 32 bits.
As desvantagens do VLB são a falta de suporte a Bus Mastering e a Plug-and-Play, além de uma alta taxa de utilização do processador e limitações elétricas, que permitem um máximo de 2 ou 3 slots VLB por máquina. Isto não chega a ser uma grande limitação, pois geralmente eram utilizados apenas uma placa de vídeo e uma placa Super-IDE VLB.
Devido ao alto desempenho e baixo custo, e principalmente devido ao apoio da maioria dos fabricantes, o VLB tornou-se rapidamente um padrão de barramento para placas 486. Como o VLB foi desenvolvido para trabalhar em conjunto com processadores 486, não chegaram a ser desenvolvidas placas para processadores Pentium equipadas com este barramento, pois a adaptação geraria grandes custos, além de problemas de incompatibilidade.

Slot VLB

PCI (Peripheral Component Interconnect)

Criado pela Intel, o PCI é tão rápido quanto o VLB, porém mais barato e muito mais versátil. Outra vantagem é que ao contrário do VLB, ele não é controlado pelo processador, e sim por uma controladora dedicada, incluída no chipset. Além de diminuir a utilização do processador, isto permite que o PCI seja utilizado em conjunto com qualquer processador, sem grandes modificações.
Além do custo e da velocidade, o PCI possui outras vantagens, como o suporte nativo ao Plug-and-Play; sendo novos periféricos instalados em slots PCI automaticamente reconhecidos e configurados através do trabalho conjunto do BIOS e de um sistema operacional com suporte a PnP, como o Windows 95/98.
Atualmente, placas de vídeo e controladoras de disco usam quase que obrigatoriamente o barramento PCI. Componentes mais lentos, como placas de som e modems em sua maioria ainda utilizam barramento ISA, apesar de cada vez mais encontrarmos estes componentes em versões PCI.

Slots PCI (brancos) ao lado de um Slot AGP


AGP (Acelerated Graphics Port)

O AGP é um novo barramento feito sob medida para as placas de vídeo mais modernas. Ele opera ao dobro da velocidade do PCI, ou seja, 66 MHz, permitindo uma transferência de dados a 266 MB/s, o dobro do PCI.
Além da velocidade, o AGP permite que uma placa de vídeo possa acessar diretamente a memória RAM. Este é um recurso muito utilizado em placas 3D, onde a placa usa a memória RAM para armazenar as texturas que são aplicadas sobre os polígonos que compõem a imagem tridimensional. Apesar de, usando-se o barramento PCI, também ser possível utilizar a memória para armazenar as texturas, neste caso os dados teriam que passar pelo processador, degradando o desempenho geral da máquina. Originalmente o AGP foi concebido para equipar placas para Pentium II, porém, muitos fabricantes passaram a usá-lo também em placas soquete 7.
É importante não confundirmos barramento com slot. Por exemplo: numa placa mãe, geralmente temos 4 ou 5 slots PCI. Todos estes slots porém compartilham o mesmo barramento de 133 MB/s. O barramento é a estrada que permite a comunicação com o processador, que é compartilhada por todos os periféricos conectados a este barramento. Os slots são apenas meios de conexão.
Os 16 MB/s do barramento ISA, por exemplo, são compartilhados por todos os periféricos conectados em slots ISA, pelas portas seriais e paralelas e pela controladora de disquetes. O barramento PCI é compartilhado por todos os periféricos PCI, pelas portas IDE (onde são conectados os discos rígidos) e também por controladoras SCSI que por ventura estejam conectadas em Slots PCI.
O barramento AGP porém, é utilizado apenas pela placa de vídeo, o que no caso de placas rápidas como as placas 3D, acaba fazendo diferença. Caso tenhamos vários HDs numa mesma máquina equipada com uma placa de vídeo rápida, os 133 MB/s do PCI acabam sendo insuficientes, prejudicando a performance dos periféricos conectados à ele. Neste caso, o uso de uma placa de vídeo AGP é fortemente recomendado.
Apesar do AGP também poder ser utilizado por placas de vídeo 2D, seu uso não traz nenhuma vantagem, pois estas placas não usam a memória RAM para armazenar texturas, e não são rápidas o suficiente para tirar proveito da maior velocidade do AGP. Assim, uma placa de vídeo 2D AGP possuirá rigorosamente a mesma velocidade que sua versão PCI.
Existem vários padrões de slot AGP, que diferenciam-se pela velocidade.
O AGP 1x transmite a 266 MB/s, o AGP 2x transmite a 533 MB/s enquanto o AGP 4x atinge incríveis 1.066 GB/s
Lembre-se que esta é a velocidade máxima permitida pelo slot e não a velocidade que será atingida pela placa de vídeo. Não adianta colocar uma placa ultrapassada num slot AGP 4x, pois ele continuará lenta do mesmo jeito. Os padrões mais rápidos servem apenas para possibilitar o lançamento de placas cada vez mais rápidas.
AGP Pro

Além dos slots AGP tradicionais, temos um padrão novo, o AGP Pro. O AGP Pro é na verdade um slot AGP 4x com 48 contatos a mais, 20 de um lado e mais 28 do outro.

Estes contatos adicionais são usados para aumentar a capacidade de fornecimento elétrico do slot.
Existem dois tipos de slots AGP Pro: o AGP Pro50 e o AGP Pro110. O nome indica a capacidade de fornecimento elétrico de ambos os padrões: o AGP Pro50 é certificado para fornecer até 50 Watts, enquanto o AGP Pro110 pode fornecer até 110 Watts. Só para efeito de comparação, um slot AGP comum é certificado para fornecer até 20 Watts de corrente. O maior fornecimento elétrico permite que sejam criadas no futuro placas 3D cada vez mais rápidas.
Os slots AGP Pro ainda não são muito comuns, mas devem tornar-se padrão dentro de pouco tempo, já que muitas placas de vídeo virão apenas neste formato e não poderão ser usadas em placas mãe com slots AGP comuns. Um slot AGP Pro suporta o uso de placas AGP comuns, mas um slot AGP comum não suporta o uso de uma placa AGP Pro.
Veja nas fotos a seguir a diferença de tamanho entre um Slot AGP tradicional e um slot AGP Pro:

AGP tradicional

AGP Pro


USB

Até pouco tempo atrás, podíamos contar apenas com as portas seriais e paralelas para a conexão de dispositivos externos, como impressoras e mouses. Mas, tendo apenas duas portas seriais e uma paralela, temos recursos de expansão bastante limitados. Além disso, a velocidade destas interfaces deixa muito a desejar.
O USB é um novo padrão para a conexão de periféricos externos. Suas principais armas são a facilidade de uso e a possibilidade de se conectar vários periféricos em uma única porta USB.
Com exceção do PCMCIA (usado em notebooks), o USB é o primeiro barramento para micros PC realmente Plug-and-Play. Podemos conectar periféricos mesmo com o micro ligado, bastando fornecer o driver do dispositivo para que tudo funcione, sem ser necessário nem mesmo reinicializar o micro. A controladora USB também é suficientemente inteligente para perceber a desconexão de um periférico.
Apesar do “boom” ainda não ter acontecido, já existem no mercado vários periféricos USB, que vão de mouses e teclados à placas de rede, passando por scanners, impressoras, Zip drives, modems, câmeras de videoferência e muitos outros.
Apesar de, a partir do i430VX (lançado em 96) todos os chipsets oferecerem suporte ao USB, e de praticamente todas as placas mãe equipadas com eles disponibilizarem duas portas USB, devido ao pouco interesse por esses periféricos, os fabricantes não costumavam fornecer os cabos de conexão, que devem ser adquiridos separadamente. A exceção fica obviamente por conta das placas ATX.
Procure na sua placa mãe uma saída com 10 pinos (duas fileiras de cinco), com a sigla USB decalcada próxima à ela. Caso você possua o manual basta examinar o diagrama da placa mãe. Cada fileira de pinos é uma saída USB, bastando conectar a ela o cabo apropriado.


Podemos conectar até 127 periféricos a uma única saída USB em fila, ou seja, conectando o primeiro periférico à saída USB da placa mãe e conectando os demais a ele. A controladora USB do micro é o nó raiz do barramento. A este nó principal podemos conectar outros nós chamados de hubs. Um hub nada mais é do que um beijamim que disponibiliza mais encaixes, sendo 7 o limite por hub. O hub possui permissão para fornecer mais níveis de conexões, o que permite conectar mais hubs ao primeiro, até alcançar o limite de 127 periféricos permitidos pela porta USB. A idéia é que periféricos maiores, como monitores e impressoras possam servir como hubs, disponibilizando várias saídas cada um. Os “monitores USB” nada mais são do que monitores comuns com um hub USB integrado.
A maioria das placas mãe ainda vem com apenas duas portas USB, mas estão começando a aparecer no mercado várias placas com 4 ou mesmo 6 portas. O problema é que apesar da versatilidade, cada porta USB permite uma barramento de dados de apenas 12 mbps, que equivalem a apenas 1.5 MB/s. Isto é suficiente para vários periféricos lentos, como mouses e teclados, mas não para periféricos rápidos, como placas de rede, gravadores de CD ou scanners USB, que por consumirem uma grande quantidade de dados, devem ficar sozinhos, cada um em sua própria porta USB.

Slots AMR

A sigla AMR é a abreviação de “Audio Modem Riser”. Este novo padrão de permite o encaixe de placas de som e modems controlados via software. O slot AMR se parece com um slot AGP, mas tem apenas 1/3 do tamanho deste. O objetivo é permitir a criação de componentes extremamente baratos para serem usados em micros de baixo custo.
A vantagem é claro, o preço, já que uma placa de som ou modem AMR não custam mais de 5 ou 7 dólares para o fabricante (um pouco mais para o consumidor final naturalmente). A desvantagem, por sua vez, é o fato destes componentes serem controlados via software, o que consome recursos do processador principal, tornando o micro mais lento.
Como o chip controlador é embutido no próprio chipset, as placas de som e modems AMR contém um número extremamente reduzido de componentes e por isso são bem baratos. O mais comum são os modems AMR, que podem ser encontrados por 15 dólares em média. A qualidade é semelhante à dos softmodems de 25 dólares que vemos por aí, a vantagem seria apenas o preço um pouco mais baixo.

Modem e slot AMR


PCMCIA

Os slots PCMCIA são comuns em notebooks e handhelds onde, na maioria das vezes, é o único meio de conectar placas de expansão. A principal vantagem dos dispositivos PCMCIA é o tamanho: todos possuem dimensões um pouco menores que as um cartão de crédito, apenas mais espessos. Atualmente é possível encontrar praticamente qualquer tipo de dispositivos na forma de placas PCMCIA: modems, placas de som, placas de rede, placas decodificadoras de DVD, cartões de memórias SRAM e memórias Flash e, até mesmo, discos rígidos removíveis.

Cartão PCMCIA


O barramento PCMCIA é totalmente plug-and-play, assim como o USB. Usando um sistema operacional PnP, como o Windows 98, Windows 2000 ou Windows CE, você pode até mesmo conectar as placas com o micro ligado, que elas serão reconhecidas automaticamente. Além disso, os periféricos tem a vantagem de gastar menos energia e de serem facilmente transportados.
De um modo geral você encontrará os soquetes PCMCIA apenas em aparelhos portáteis, já que apesar da praticidade os periféricos são extremamente caros. Um modem PCMCIA de 56k não sai por menos de 200 dólares, uma placa de som não custa menos que 150 e assim por diante.

Pedido de interrupção (IRQ)

Nos micros PC, existe um recurso chamado de pedido de interrupção. A função dos pedidos de interrupção é permitir que os vários dispositivos do micro façam solicitações ao processador. Existem 16 canais de interrupção, chamados de IRQ (“Interrupt Request”, ou “pedido de interrupção”), que são como cordas que um dispositivo pode puxar para dizer que tem algo para o processador. Quando solicitado, o processador para tudo o que estiver fazendo para dar atenção ao periférico que está chamando, continuando seu trabalho após atendê-lo. Dois dispositivos não podem compartilhar a mesma interrupção, caso contrário teremos um conflito de hardware. Isso acontece por que neste caso, o processador não saberá qual dispositivo o está chamando, causando os mais diversos tipos de mal funcionamento dos dispositivos envolvidos.
Normalmente os endereços IRQ ficam configurados da seguinte maneira:


IRQs

Dispositivos

IRQ 0

Usado pela placa mãe

IRQ 1

Teclado

IRQ 2

Usado pela placa mãe

IRQ 3

Porta serial 1 (Com2 e Com 4)

IRQ 4

Porta Serial 2 (Com1 e Com 3)

IRQ 5

Placa de Som

IRQ 6

Unidade de Disquetes

IRQ 7

LPT 1 (porta da impressora)

IRQ 8

Relógio de tempo real

IRQ 9

Placa de Vídeo (não é necessário em algumas placas)

IRQ 10

Controladora SCSI (caso você não possua nenhuma este IRQ ficará vago)

IRQ 11

Disponível

IRQ 12

Conector USB

IRQ 13

Coprocessador Aritmético

IRQ 14

Controladora IDE Primária

IRQ 15

Controladora IDE Secundária


Vale lembrar, que caso não tenhamos instalado um determinado dispositivo, a interrupção destinada a ele ficará vaga. Podemos também mudar os endereços dos periféricos instalados, podendo por exemplo, instalar uma placa de som em outra interrupção disponível e usar a interrupção 5 para outro dispositivo.

DMA (Acesso Direto à Memória)

O DMA visa melhorar a performance geral do micro, permitindo que os periféricos transmitam dados diretamente para a memória, poupando o processador de mais esta tarefa.
Existem 8 portas de DMA, e como acontece com os pedidos de interrupção, dois dispositivos não podem compartilhar o mesmo canal DMA, caso contrário haverá um conflito. Os 8 canais DMA são numerados de 0 a 7, sendo nos canais de 0 a 3 a transferência de dados feita a 8 bits e nos demais a 16 bits. O uso de palavras binárias de 8 bits pelos primeiros 4 canais de DMA visa manter compatibilidade com periféricos mais antigos.
Justamente por serem muito lentos, os canais de DMA são utilizados apenas por periféricos lentos, como drives de disquete, placas de som e portas paralelas padrão ECP. Periféricos mais rápidos utilizam o Bus Mastering, uma espécie de DMA melhorado.
O Canal 2 de DMA é nativamente usado pela controladora de disquetes. Uma placa de som geralmente precisa de dois canais de DMA, um de 8 e outro de 16 bits, usando geralmente o DMA 1 e 5. O DMA 4 é reservado à placa mãe. Ficamos então com os canais 3, 6 e 7 livres. Caso a porta paralela do micro seja configurada no Setup para operar em modo ECP, precisará também de um DMA, podemos então configurá-la para usar o canal 3.


DMAs

Dispositivos

DMA 0

Disponível

DMA 1

Placa de Som

DMA 2

Controladora de drives de disquetes

DMA 3

Porta paralela padrão ECP

DMA 4

Usado pela placa mãe

DMA 5

Placa de Som

DMA 6

Disponível

DMA 7

Disponível


Plug-and-Play

Traduzindo ao pé da letra, Plug-and-Play significa “conecte e use”. O objetivo deste padrão é fazer com que o micro seja capaz de reconhecer e configurar automaticamente qualquer periférico instalado, reduzindo o trabalho do usuário a apenas encaixar o novo componente.
Apesar de ser uma idéia antiga, (o barramento MCA lançado em 87 já possuía suporte a PnP) somente há poucos anos o PnP tornou-se popular. A dificuldade é que além de um barramento compatível, é necessário suporte também por parte do BIOS, do sistema operacional e também por parte do periférico para que tudo funcione.
Tudo começa durante a inicialização do micro. O BIOS envia um sinal de interrogação para todos os periféricos instalados no micro. Um periférico PnP é capaz de responder a este sinal, permitindo ao BIOS reconhecer os periféricos PnP instalados.
O passo seguinte é criar uma tabela com todas as interrupções disponíveis e atribuir cada uma a um dispositivo. O sistema operacional entra em cena logo em seguida, devendo ser capaz de trabalhar cooperativamente com o BIOS, recebendo as informações sobre a configuração do sistema e fornecendo todo o software de baixo nível (na forma de drivers de dispositivo) necessário para que os dispositivos possam ser utilizados pelos programas.
As informações sobre a configuração atual da distribuição dos recursos entre os periféricos.

é gravada em uma área do CMOS chamada de ESCD. Tanto o BIOS durante o POST, quanto o sistema operacional durante a inicialização, lêem esta lista, e caso não haja nenhuma mudança no Hardware instalado, mantém suas configurações. Isto permite que o sistema operacional (desde que seja compatível com o PnP) possa alterar as configurações caso necessário. No Windows 95/98, o próprio usuário pode alterar livremente as configurações do sistema através do painel de controle.

Problemas com o Plug-and-Play

A maneira como o Plug-and-Play foi implementado nos micros PCs, permite (pelo menos em teoria), que ele funcione bem. O problema é que nem todos os periféricos usados atualmente são compatíveis com o PnP (placas de som e modems mais antigos por exemplo), enquanto outros são apenas parcialmente compatíveis (muitas placas de som e modems atuais, portas seriais e paralelas, entre outros). Estes periféricos são chamados de “Legacy ISA”.
Como o BIOS não possui recursos para identificar quais recursos estão sendo ocupados por este tipo de periférico, é bem possível que atribua os mesmos valores para outros dispositivos PnP, causando conflitos.
Para evitar este problema, é preciso reservar manualmente os endereços de IRQ e DMA ocupados por periféricos ISA de legado através da sessão “PNP/PCI Setup” do CMOS Setup. Se por exemplo você tiver uma placa de som não PnP, que esteja configurada para utilizar o IRQ 5 e os canais de DMA 1 e 5, você deverá reservar estes três canais, para que o BIOS não os atribua a nenhum outro periférico. Configurando a opção como “Yes” (ou "ISA/PCI PnP") deixa o canal está reservado, e “No/ICU” (ou "Legacy ISA) o deixa livre para uso de periféricos PnP.


Sessão “PnP/PCI Setup” de um BIOS Award

O Windows 95/98 possui algumas rotinas que permitem identificar estes periféricos de maneira indireta, configurando-os e salvando as configurações no ESCD. Esta verificação é feita durante a instalação e através do utilitário “Adicionar novo Hardware”.
Apesar de não ser infalível, este recurso permite diminuir bastante os conflitos gerados por periféricos antigos.